17 de junho de 2009

Encontro Aberto de 7.º ciclo de Cenáculo Nacional/ Início do 8.º ciclo


Nos dias 8, 9 e 10 de Maio realizou-se o 2º Encontro Aberto de 7º ciclo de Cenáculo Nacional, na Tocha, Região de Coimbra. Encontro este que finalizou o 7º ciclo e deu início ao 8º ciclo de Cenáculo Nacional.
Para representar a Região de Portalegre e Castelo Branco estiveram presentes 2 representantes do 7º ciclo (Raquel Sequeira, do Agr. 170 da Sertã, e Hugo Catarino do Agr. 157 de Proença-a-Nova) e 4 representantes do 8º ciclo (Ana Rute Martins do Agr. 170 da Sertã, Ricardo Garcia do Agr. 170 da Sertã, André Silva do Agr. 172 de Abrantes e Inês Graça do Agr. 697 do Rossio ao Sul do Tejo).
A actividade iniciou-se na sexta-feira dia 8 de Maio, há medida que os participantes iam chegando. O primeiro passo era fazer o chek-in (onde surgiram algumas dúvidas que se prolongaram pelo fim de semana fora, as quais com entendimento e compreensão foram resolvidas), após “registada” a chegada de cada um, foi tirada a “foto da praxe” dentro de um casulo (supostamente construído pela EP nacional), visto uma das temáticas ser “a metamorfose da borboleta” que representa a evolução e a renovação. De seguida deu-se a montagem das tendas e, pouco a pouco formou-se um grupo que foi aumentando para os já tradicionais jogos de quebra-gelo, em que houve oportunidade de ficar a conhecer um pouco cada participante.
Apresentações feitas, deu-se inicio à cerimónia de abertura de mais um encontro de Cenáculo. Como temática de abertura esteve a vida de São Paulo, (temática esta, que já vinha sendo “tratada” pelo 7º Ciclo), com a apresentação de pequenos vídeos, e representação cénica por parte dos elementos da EP nacional. Foi também na cerimónia de abertura que foram apresentadas a Equipa Projecto Nacional e as equipas formadas pelos participantes (de ambos os ciclos).
O sábado iniciou-se ao som da (já habitual) gaita-de-foles “picada” com um belo dum trompete. O pequeno-almoço tomou-se pois o dia ia ser longo para ambos os ciclos que, separados “trabalharam” durante toda a manhã. Nós, elementos de 8º ciclo tivemos uma palestra orientada pelo Rúben Duarte e pelo Luís Rodrigues (membros da EP nacional), sobre o que é o Cenáculo, os seus objectivos, um pouco da sua história e algumas motivações pelas quais aqueles dois elementos estavam na EP nacional. Após um breve intervalo foi a vez da Ana Fernandes (elemento da EP nacional) e do Cardoso (antigo participante de cenáculo nacional convidado pela EP) nos darem mais uma pequena “formação” acerca de como estar em plenário e os cuidados a ter enquanto orador. Foi ainda nesta palestra que cada um de nós escreveu no verso de um papel que tinha desenhada uma larva (baseado na metamorfose da borboleta) as expectativas relativamente ao novo ciclo que agora se inicia, colocando-a depois num cantil fechado.
Após o almoço cada um dos participantes do encontro foi convidado a escolher quatro ateliers (dos seis existentes) para frequentar durante a tarde. Os temas dos diversos ateliers eram: Deveres do Homem (projecto que está a ser lançado pelo CNE), Ágora (Base escutista na Suíça), CNJ (Conselho Nacional de Juventude), RoverNet (site para Rovers), Drave (Base Nacional da IV) e EcosLocais (projecto ambiental em que o CNE é parceiro). Com o terminar dos vários ateliers eram horas do “lanche regional”, que contou com diversos doces e petiscos provenientes um pouco de cada canto do país e animado por bons momentos musicais. De seguida foi apresentado aquilo que decorreu em cada cenáculo regional e de núcleo (e que contava com participantes neste encontro).
Após o plenário, foi servido o jantar, que precedeu o fogo de conselho, em que foram expostas as “peças” de cada equipa (constituída inicialmente) e, onde reinou a animação e boa disposição por parte de todos. Logo de seguida deu-se início à cerimónia de encerramento do 7º ciclo e o início do 8º ciclo, tendo mais uma vez como tema São Paulo e a metamorfose da borboleta. Nesta cerimónia, os elementos de 7º Ciclo leram as suas promessas relativamente ao futuro e nós, participantes de 8º Ciclo lemos as nossas expectativas para o ciclo que agora se iniciava (anteriormente colocadas no cantil), colocando-as agora em casulos (construídos pelos participantes de 7º ciclo) para que lá, as larvas se transformassem em borboletas, para assim, de expectativas passarem a realidades. A cerimónia terminou após umas breves palavras do assistente Nacional, Padre Manuel da Fonte, chegando assim ao fim o 2º dia do Encontro.
O último dia chegou e, após o pequeno-almoço reunimo-nos todos na Sala de Plenário para assistir a uma palestra dada pela Chefe Joana Margarida, Observadora da JC, sobre a RAP. De seguida decorreu a Eucaristia e o almoço. Neste encontro houve ainda um momento de candidaturas à Equipa Projecto de 8.º ciclo, lugar ao qual a Raquel Sequeira do nosso agrupamento se candidatou.
Assim, terminou o Encontro Aberto de 7º Ciclo e iniciou-se o 8º Ciclo, fazendo-se mais uma vez Cenáculo!


Ana Rute Martins

7 de junho de 2009

Talitha Kum 2009 - 1 a 3 de Maio


Esta actividade realizou-se nos dias 1 a 3 de Maio onde o ponto de encontro era às 13h em Arouca. Tinha como tema os Direitos do Homem. Esta começou logo de inicio por ser diferente porque não bastava enviarmos a inscrição e o pagamento para nos inscrevermos, tínhamos também que escolher o direito com que nos identificássemos mais e fazer um vídeo sobre ele. Acho que não era uma coisa muito difícil de realizar mas acabou por ter algum peso na decisão de se inscreverem ou não. Paciência…não sabem o que perderam =P

Voltando agora actividade, sobre o primeiro, esse dia para nos (eu, dirigente Ferrão, Inês), começou mais cedo porque saímos da Sertã às 8h30 com a ideia de irmos ainda Aveiro e no fim seguirmos para Arouca. Mas nem tudo o que estava planeado aconteceu. Passando a frente… Já em Arouca a recepção dos caminheiros e dirigentes começou às 13h e abertura teve inicio às 15h. Já a meio da abertura foi nos dados o verdadeiro óculo de mergulho e dois bocadinhos de papel celofane vermelho para poderemos visualizar melhor os vídeos que tínhamos gravado nas nossas casinhas. Depois disso tivemos um pequeno jogo de vila em que o objectivo era sentirmo-nos como algumas pessoas se sentem quando ao descriminadas por um ou outro motivo. Por exemplo havia um ponto onde um elemento não podia entrar, outro que não podia falar, etc, … No fim do jogo pegamos nas nossas coisinhas e partimos viagem a pé ate ao lugar onde íamos dormir. Durante o Hike tivemos tempo para os conhecermos melhor, apreciar o belo e para fazer uma reflexão em equipa sobre os códigos de conduta que seguíamos nas nossas vidas. Entretanto chegamos ao sítio onde íamos dormir (uma antiga escola primaria), jantamos e tivemos um debate sobre o que tínhamos pensado a tarde. Deram-nos também mais uns papelinhos agora verdes para por nos óculos. Já começávamos a ver um pouco melhor com aquela cor. Mas antes de dormir, eu e a raquelinha, não podemos facilitar e tivemos que dar cabo do menino =D

No outro dia, sábado, a alvorada foi as 7h30 e as 8h mais um momento de reflexão em assembleia em que nos foi proposto pensar em como Jesus nos ensinava com as suas parábolas, historias, que sentido tinha isso nas nossas vidas, … e mais uns papelinhos azuis para o belo do óculo. Máquina…

Partimos novamente para mais um dia de caminhada agora em direcção a Drave. Pelo meio tivemos alguns problemas por causa do calor e com o mapa, andamos a conhecer novos caminhos, mas a minha equipa não foi a única, não deram os mapas a uma pessoa da Sertã lolol aconteceu logo isto. Mesmo assim chegamos a Regoufe a tempo e horas para almoçar conforme previsto txiiiii lolol

Pelo caminho ate Drave tínhamos que inventar uma parábola sobre o Direito do Homem da nossa equipa, dramatizá-la e filmá-la. Quando chegamos já passava as 18h mas ainda muita a tempo de fazer a montagem das tendas e tomar o melhor banho que tive naquele dia. E mais uns papelinhos amarelos, os últimos.

O jantar era especial porque tinha 3 partes. Antes de começarmos a comer uma equipa representava a sua parábola. Éramos 4 equipas...tivemos entradas, sopa e prato de carne.

Depois foi a Eucaristia e o momento das Bem-aventuranças na casa do silêncio. No fim da noite uns foram dormir, outros foram apreciar iguarias de outras regiões e os que nem foram dormir nem comer não sei o que foram fazer lol

No domingo alvorada foi as 8h com um acordar diferente para alguns. Mais um grandioso espectáculo musical da Raquel e a sua gaita. As 9h já estávamos mais ou menos despachados para o jogo “A conquista” que consistia em ganhar peças as outras equipas para no final juntarmos todas e montar o logótipo do Talitha. As 12h fomos para Regoufe e lá já nos esperava umas carrinhas para nos levarem para Arouca onde tínhamos o almocinho a espera.

Foram feitos alguns agradecimentos, entregas de lembranças e o encerramento foi já na rua em que cantamos em alto e bom som o hino do Talitha Kum 2009.

Diogo Ferreira

14 de maio de 2009

GESTOS E ATITUDES CORPORAIS A OBSERVAR DURANTE A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA

Instrução Geral do Missal Romano (excerto da Instrução Geral do Missal Romano promulgada pela Constituição Apostólica Missale Romanum em Abril de 1969 pelo Papa Paulo VI)

Nº 20 A atitude comum, a observar por todos os que tomam parte na celebração, é sinal de comunidade e unidade da assembleia: traduz e desperta os sentimentos íntimos dos participantes.

Nº 21 Para se conseguir a necessária uniformidade nos gestos e atitudes, importa que fiéis obedeçam às indicações que, no decurso da celebração, lhes forem dadas pelo diácono, pelo sacerdote ou por outro ministro. Em todas as Missas, desde que não se indique outra coisa, todos estão de pé: desde o início do canto de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração de colecta inclusive; durante o canto do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; desde a oração sobre as oblatas até ao fim da Missa, salvo nos momentos adiante indicados. Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório; e se for oportuno, durante o silêncio sagrado após a Comunhão. Estão de joelhos durante a consagração, salvo se a estreiteza do lugar, a assistência numerosa, ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Entretanto, compete às Conferências Episcopais adaptar à mentalidade dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa romana. Atenda-se, porém, a que estejam de acordo com o sentido e o carácter de cada uma das partes da celebração.

Nº 22. Entre os gestos, estão também incluídas algumas acções: a entrada do sacerdote ao encaminhar-se para o altar; a apresentação das oferendas; a procissão dos fiéis para a comunhão. Convém que estas acções se realizem com decoro, enquanto se executam os cânticos respectivos, dentro das normas estabelecidas para cada caso.

8 de maio de 2009

A Postura dos Escuteiros na Celebração da Eucaristia

Na sequência da publicação de um parecer do Assistente Nacional do CNE, Padre Manuel da Fonte, permito-me fazer também algumas considerações e reflexões como contributo para a definição de um critério.

1 - Escutismo, espírito militar, militarização e militarismo

BP foi um militar brilhante. Distinto no espírito e nobre na acção, com um profundo sentido de serviço e consciente da sua missão. Homem de ideal e de carácter. Ao fundar o Escutismo, não abdicando de nenhuma das suas qualidades nem pondo em causa nenhum dos valores em que acreditava, soube transpor-se da vida militar para esta nova realidade que é o escutismo. Ele teve a preocupação expressa de não militarizar os Escuteiros, isto é: não lhe deu organização nem estrutura militar. O Escutismo não tem a mesma finalidade que o exército. Hoje continua a não ter sentido a militarização do Escutismo. Mas, se BP nunca quis que os escuteiros fossem militarizados, muito menos usou de militarismo. Ele nunca foi militarista na vida militar e, muito menos no Escutismo. O militarismo é uma deturpação, é a negação do espírito militar. É a inversão do verdadeiro sentido dos valores e das virtudes militares. O militarismo é um cancro na vida militar, será ainda muito pior no escutismo.

2 - Critério fundamental de postura na celebração eucarística

O grande e único critério de postura na celebração da Eucaristia é aquele que a Igreja determina para os seus fiéis. Toda a simbologia, gestos ou rituais específicos de qualquer movimento ou organização devem adaptar-se e enquadrar-se de modo que não alterem nem deturpem o sentido da liturgia. Os nºs 20, 21 e 22 da Instrução Geral do Missal Romano referem-se especificamente aos gestos e atitudes corporais a ter durante a celebração.

3 - A postura dos militares na celebração da Eucaristia

Creio que por desconhecimento, tem havido alguma confusão em relação à realidade militar. De facto a vida militar é rica e variada em gestos e rituais específicos no seu dia a dia. Mas é importante saber que gestos os militares “transportam” para a celebração da Eucaristia e como o fazem. Passo a citar algumas das orientações aprovadas oficialmente pela Autoridade Eclesiástica para a celebração da missa com solenidade especial em contexto militar:
1 – A celebração da Eucaristia é, por si mesma, um acto litúrgico de tão grande valor que qualquer solenidade externa deve considerar-se sempre como elemento acidental.
2 – De entre os elementos tipicamente militares que podem entrar na solenização da celebração temos a guarda de honra ao altar e o terno de clarins ou fanfarra.
3 – Somente os militares que integram a força que executa as acções referidas no número anterior adoptam a postura militar correspondente a cada um dos momentos próprios da sequência da execução das mesmas.
4 – Os fiéis militares que participam na celebração eucarística, quer em templos ou fora destes, devem tomar as atitudes recomendadas pelas regras litúrgicas em vigor.
5 – Os militares que participam na celebração nunca estarão sob formatura. Se for necessário, em celebrações eucarísticas realizadas fora dos templos e com grande participação, os militares podem estar ordenados à maneira de formatura. Mas, mesmo nesta situação, devem seguir as atitudes litúrgicas normais. Creio que é muito claro o que está escrito e dispensa qualquer comentário.

4 - A postura dos escuteiros

Parece-me que a grande questão que se tem levantado entre os escuteiros, e na qual não tem havido uniformidade, diz respeito ao momento da consagração. Creio que em relação a este momento é difícil de definir de um modo taxativo uma forma única. Talvez possa haver um critério de alguma uniformidade, que não deve ir além do que é dito na Instrução Geral do Missal Romano. A diversidade das situações em que é celebrada a Eucaristia com os escuteiros, e a diversidade de hábitos e ritmos das comunidades a que pertencem ou onde os mesmos estão integrados, é que devem determinar a melhor postura. Tendo no entanto presente que deve haver uniformidade entre todos no decorrer da celebração. Penso que o CNE não precisa de um cerimonial especial para além do que já está previsto. Talvez se possam coligir alguns elementos para que se possa lembrar e recomendar qual deve ser a postura dos escuteiros quando participam uniformizados nas celebrações litúrgicas.


O Assistente do Núcleo Oeste - Região de Lisboa: Padre Joaquim da Nazaré

25 de abril de 2009

Conclusões Finais do Cenáculo Regional

Conclusões/Recomendações a nível Regional

  1. Os órgãos competentes da Junta Regional devem tomar medidas no que respeita a impedir que agrupamentos organizem actividades quando as datas destas coincidirem com actividades regionais ou nacionais.
  2. A Junta Regional deve disponibilizar o plano anual com maior antecedência para que os agrupamentos possam adequar o seu plano, evitando a sobreposição das actividades.

 

Conclusões/Recomendações a nível de Agrupamento

  1. Os dirigentes devem incentivar e aconselhar os seus escuteiros a optar por actividades regionais ou nacionais, em detrimento de outras que possam surgir.
  2. Os dirigentes e caminheiros com voto no Conselho Regional devem ser sensibilizados para que tomem decisões conscientes no que diz respeito a aprovar o plano de actividades, sendo que essa decisão deve ser tomada como um compromisso em participar nas mesmas.
  3. Os caminheiros devem ter oportunidade de fazer caminhada em Clã e viver o caminheirismo ao invés de se ocuparem a tempo inteiro a auxiliar outras secções. Isto é fulcral para que o amadurecimento destes homens seja completo, para que seja possível formar bons dirigentes no futuro, a fim de proporcionar escutismo de qualidade. A IVª secção tem uma mística própria como todas as outras, cujos elementos estão numa fase de transição e maturação em que tomam as suas próprias decisões, devendo por isso ser apoiados.
  4. Para o bom funcionamento do clã e formação dos seus elementos é necessária a existência de um dirigente que se responsabilize e oriente, uma vez que existem vários clãs na região em que isso não acontece.

 

Conclusões/Recomendações a nível da IVª

  1. Os caminheiros devem participar em actividades regionais/nacionais, pois são mais ricas que simples actividades de agrupamento, uma vez que aí podem comparar experiências e entrar em contacto com outras opiniões e realidades.
  2. Os caminheiros devem lutar pelos seus direitos como secção, de ter actividades próprias e idealizadas para eles, tendo um apoio equitativo relativamente às outras secções, tendo também um dirigente que os oriente e represente.

21 de abril de 2009

Cenáculo Regional - 17 a 19 de Abril








De 17 a 19 de Abril realizou-se na Sertã o Cenáculo Regional, organizado pela EP (Equipa Projecto) constituída pela Raquel Sequeira (Agr. 170 Sertã), o Hugo Catarino (Agr. 157 Proença-a-Nova) e o Pedro Esteves (Agr. 697 Rossio ao Sul do Tejo), e contou com a presença de 5 participantes (3 da Sertã e 2 de Castelo Branco) e um observador (Miguel Ferrão).
Após o encontro de todos no Bar da Carvalha rumámos à sede de agrupamento onde nos reunimos e, cada um de sua vez “atravessou” um percurso repleto de utilidades e sentidos que podemos dar às nossas mãos. Percurso este que terminava com o fotografar de cada interveniente na actividade, para depois constituir o cartão de identificação. Após sermos retratados, foi-nos proposto que puséssemos “mãos à obra”, construindo almofadas, decoradas com a nossa própria mão, na qual ficaria presente a frase que mais despertou a atenção de cada um no percurso anteriormente realizado. A almofada tinha como objectivo tornar os próximos dois dias mais “confortáveis”, visto o tema do Cenáculo ser “KU’S SENTADU’S” e, por vezes ser necessária “uma boa dose de paciência” para que determinadas mudanças surjam.
“Exercitadas” as nossas mãos chegava o momento da cerimónia de abertura na Sala de Plenário, na qual foi acesa a vela do Cenáculo, cantámos a já habitual música e nos foi explicado o verdadeiro sentido do cenáculo, em que este consistia e quais os seus objectivos. Já se fazia tarde e a fome começava a apertar, então dirigimo-nos até à cozinha onde ceámos “durante algumas horas”…
No sábado, após acordarmos a altas horas da manhã ao som da Gaita de Foles e termos tomado o pequeno-almoço rumámos novamente à Sala de Plenário. Lá, decorreram apresentações de esclarecimento do cenáculo, foram respondidas dúvidas dos participantes e, foram levantadas algumas questões essenciais acerca das quais se desenrolou toda a actividade e uma breve reflexão em grupo.
O almoço aproximava-se e no que respeita a refeições contámos com a preciosa colaboração de duas mães de duas caminheiras que se ocuparam dessa magnífica tarefa, posteriormente fomos até ao bar mais próximo tomar café, local onde ficámos até o nosso convidado da tarde chegar, o Assistente da Sertã, o padre José António. Este presenteou-nos com a sua presença durante algum tempo falando da fé no escutismo (e fora dele), referindo alguns aspectos actualmente bastante discutidos e que “nos faziam alguma confusão”. Após um interessante debate de ideias e situações ainda houve tempo (para alguns) de um lanche bem rápido, pois tínhamos de nos dirigir para a igreja, a fim de participarmos na celebração da Eucaristia. Ainda que poucos, fomos nós os animadores desta, acompanhados de uma guitarra e apoiados por outros membros da comunidade cristã também presentes. Terminada a Eucaristia não podíamos deixar aquele local sem antes visitarmos a nossa já estimada Frigideira, onde nos “aquecemos interiormente”, já que o fim-desemana se apresentava chuvoso e fresquinho.
Chegados à sede, verificámos (no meio de alguma agitação devido às reuniões de cada secção) a presença do Chefe Mendes (convidado para falar sobre o escutismo na região), acompanhado pelo Chefe Farinha e o Chefe Aleixo. Juntámo-nos na Sala de Plenário onde foi possível a visualização de algumas apresentações sobre o tema. Seguiu-se o jantar (confeccionado mais uma vez pelas mães de duas caminheiras) e o café, depois do qual foram retomados os trabalhos. Mais uma vez reunidos, debatemos o futuro da nossa região, as suas actividades e ainda a forma como o Junta Regional em conjunto com os Agrupamentos e os Caminheiros interferem nas mesmas, de onde surgiram algumas conclusões essenciais, do nosso ponto de vista, para que a região avance.
Já bem tarde, demos inicio à ceia regional, momento de convívio e de retomar forças, onde reinou a boa disposição acompanhada de boa pinga e uns maravilhosos petiscos que nos fizeram rumar aos sacos de cama já “fora de horas”, mas de barriga cheia.
No domingo o dia começou com um maravilhoso sol e, mais uma vez acompanhado pela presença da Gaita de Foles, enchendo-nos (a alguns) de vontade de enfrentar o último dia do Cenáculo. Após o pequeno-almoço reunimo-nos para elaborar as conclusões finais, as quais achamos irem ao encontro dos ideais de BP. Terminados os trabalhos, algo restava para decidir, o que contou com a boa vontade e préstimo de alguns traduziu-se na formação da nova Equipa Projecto que representará a região no novo ciclo do cenáculo nacional. Para terminar “em grande”, reunimo-nos mais uma vez à volta da mesa onde saboreámos um primoroso almoço, seguido de cafezinho. Após arrumarmos todo o espaço, cada um pegou nas suas tralhas e rumou ao seu destino, acreditando que, apesar de poucos tomámos decisões importantes e que, só com esforço, dedicação e empenho ocorrem mudanças importantes, necessárias ao bom funcionamento da grande família escuta!

Ana Rute Martins

14 de abril de 2009

Encontro de Contingente - 28 e 29 de Março





Olá caminheiros de todo o mundo,

No passado fim-de-semana de 28 e 29 de Março decorreu na Figueira da Foz o encontro de contingente português para o ROVER WAY 09. Como não podia deixar de ser, o nosso Clã não facilitou e orientámos as coisas da melhor maneira para também podermos participar nele. Tudo começou na madrugada de sábado em que saímos (Eduardo, Rute, Diogo) da Sertã por volta das 8h30 direitos a Pombal. À nossa chegada já se encontravam lá a Rita e a Inês conforme combinado. Mais uma vez nos fizemos a estrada, depressa e apertadinhos (alguns) para não chegarmos atrasados. Durante a viagem a tipa do GPS ficou doida sem saber para onde nos guiar. Felizmente tudo correu bem e chegamos a horas. Fomos fazer o check in, onde nos distribuíram uns papelinhos com desafios que iríamos realizar naquela tarde e uns passaportes, armamos a tenda (alguns), conhecemos o espaço onde íamos ficar, resumindo fomos dar o ar da nossa graça. Apesar de estar um belo sol faziam-se sentir fortes rabanadas de vento, que nos acompanharam durante toda a actividade.
Por volta das 13h almoçámos e começámos logo a travar conhecimentos com belas “escuteirinhas”. As 14h30 começaram os desafios (Coração, Mente, Cultura, Criatividade, Desafio e Ambiente). Estes desafios tinham como objectivo preparar-nos para o Rover. O do Coração era sobre como poderíamos abrir o nosso coração a outras pessoas, a outras emoções… A Mente tinha como objectivo pensarmos e reflectirmos sobre o que os outros escuteiros acham e pensam de nós e vice-versa. A Cultura era tentarmos gostar e apreciar outras culturas que nos poderão aparecer por lá perdidas lol. O desafio Criatividade era tentarmos ser bastante criativos para aproveitarmos ao máximo esta enorme actividade em que vamos participar. O desafio-Desafio (actividade apenas realizada pelo Eduardo) era para estarmos preparados para todos os tipos de desafios que nos irão aparecer (neste caso fazer canoagem nas ondas impiedosas da Figueira!). Finalmente, o Ambiente era sobre o que temos que fazer onde quer que vamos, deixar o mundo sempre um pouco melhor do que encontrámos. Estes desafios todos decorreram na tarde de sábado ate 18h30. Logo de seguida houve um pequeno lanche para as 19h haver uma reunião de esclarecimentos de dúvidas de IST (colaboradores) e outra com os responsáveis de equipa. Por volta das 20h chegou a hora da verdade, era a hora do grande banquete e festa de contingente logo a seguir, em que houve tempo para a actuação de um rancho da zona da Figueira da Foz. Já no domingo, a alvorada foi às 8h para se tomar o pequeno-almoço às 8h30 e às 9h ser a eucaristia. No fim da eucaristia houve mais uma reunião com todo o contingente para dúvidas e informações importantes sobre o Rover. Houve ainda tempo para os que não tinham armado a tenda, a desarmassem!
Ao meio dia deu-se o encerramento do encontro, com foto de família, para de seguida ser o almoço-sardinhada e cada um ir à sua vidinha, já com o Roverway da Islândia na cabeça!

Diogo Ferreira